Será que a internet é mesmo o futuro de todos os meios de comunicação?
O investigador e docente da Universidade do Minho, Luís Santos, deu-nos algumas respostas visto que seguiu de perto a redacção online do Jornal de Notícias desde Maio de 2007.
Mas para o investigador o futuro é incerto e a informação e comunicação vão com certeza alterar o funcionamento das estruturas tradicionais.
Durante os meses de pesquisa sobre esta nova realidade Luís Santos constata que O Jornal de Notícias foi o primeiro jornal português a apostar nas edições online, e também um dos primeiros do Mundo.
Luís Santos adiantou também que o jornalista tende a ser cada vez mais multifacetado, desempenha várias tarefas dentro de uma redacção e no JN online os seis jornalistas que o compunham poderiam editar, filmar, fotografar e escrever, tudo ao mesmo tempo.
Estas parecem ser algumas das exigências do mundo actual.
Outras visões
Os jornais do futuro vão integrar as redacções do papel e do multimédia, vão tender a ser gratuitos, estar no online e a albergar mais espaço para a opinião.Esta é também a visão de 704 responsáveis editoriais de todo o mundo, segundo o estudo Newsroom Barometer, parte do trabalho mais alargado Trends in Newsrooms 2008.
Foi realizado em Março com dados da Zogby International para o World Editors Forum (organização da World Association of Newspapers) e Thomson Reuters, as conclusões foram ontem antecipadas numa conferência em Londres. O trabalho global estará disponível em Junho.
Os dados do barómetro mostram que a disputa de edições em papel com a Internet pode passar pela gratuitidade e maior aposta na opinião. Para cerca de metade dos editores, a qualidade do jornalismo vai crescer nos próximos 10 anos mas, para 25%, vai piorar.A adaptação ao mundo digital é necessária e continuam optimistas quanto ao sucesso das suas publicações.
- 44% aposta que o online será a plataforma mais usada para ler jornais
- 12% e 7% acreditam ser, respectivamente, o telemóvel ou um aparelho electrónico (e-paper)
- 86% aponta para uma maior integração entre redacções do online e do papel e quase a mesma percentagem antecipa que o jornalista escreverá para vários suportes.
- 56% dos inquiridos afirma que os jornais tendem a ser gratuitos - no sentido de serem pagos pela publicidade.
- 12% e 7% acreditam ser, respectivamente, o telemóvel ou um aparelho electrónico (e-paper)
- 86% aponta para uma maior integração entre redacções do online e do papel e quase a mesma percentagem antecipa que o jornalista escreverá para vários suportes.
- 56% dos inquiridos afirma que os jornais tendem a ser gratuitos - no sentido de serem pagos pela publicidade.
No lado das soluções imediatas, muitos acreditam que funções tradicionais das redacções serão realizadas em outsourcing apesar da "frequente oposição" nas mesmas. 35% dos editores coloca a prioridade na formação de jornalistas para os novos media e ter mais qualidade editorial enquanto um terço deseja contratar mais jornalistas (só 22% em 2007 partilhava desta opinião).

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